Em seu mais recente relatório “A.P. Moller–Maersk Latin America Market Update – Novembro de 2025”, publicado em 7 de novembro de 2025, a transportadora global detalha como as equipes de logística na América Latina estão entrando na alta temporada com estratégias mais inteligentes, tecnologias maduras e redes mais resilientes. Maersk+1
O documento destaca que, após vários anos de disrupções — pandemia, tensões geopolíticas, inflação, clima extremo— as empresas de logística na região aprenderam lições críticas e agora enfrentam a alta temporada com maior previsão. Para uma empresa de logística mexicana como a Control Terrestre, esta análise oferece um valioso roteiro: visibilidade do mercado, tendências concretas e áreas de melhoria chave.
1. Lições do passado: por que a alta temporada 2025 é distinta
Durante os últimos cinco anos, a cadeia de suprimentos latino-americana foi posta à prova. O relatório da Maersk sublinha que as empresas foram obrigadas a abandonar modelos «just-in-time» rígidos, diversificar suprimentos e reforçar suas redes locais diante de eventos como a pandemia, interrupções portuárias e condições meteorológicas adversas. Maersk+1
Pandemia de COVID-19: mostrou que a sobre-dependência de rotas longas e fornecedores distantes era um risco elevado. Maersk
Volatilidade geopolítica e econômica: As tarifas, a inflação e as mudanças súbitas na demanda forçaram ajustes rápidos. Maersk
Impacto climático: Furacões, chuvas intensas e cortes de infraestrutura adicionaram pressão a portos, estradas e ferrovias. Maersk
A mensagem é clara: em 2025 já não se trata apenas de reagir, mas de antecipar. Para o México, onde a logística enfrenta desafios como infraestrutura, regulamentação e rotas fronteiriças, incorporar essas lições pode traduzir-se em menor tempo de trânsito, menor risco e melhor serviço ao cliente.
2. Estratégias vencedoras: planejamento antecipado e tecnologia
O relatório indica que a grande mudança em 2025 está em planejamento antecipado e uso intensivo de tecnologia. Maersk
Planejamento antecipado: As empresas estão começando sua preparação para a alta temporada mais cedo do que o habitual. Utilizam modelos de cenário e analítica avançada para antecipar demandas e gargalos. Maersk
Tecnologia “core”: Aqui entram ferramentas como gêmeos digitais (digital twins), inteligência artificial, IoT, vigilância das rotas em tempo real. Estas permitem simular disrupções e responder mais rápido. Maersk
Operações integradas: As companhias logísticas latino-americanas estão migrando de fornecedores pontuais a integradores que oferecem transporte, armazém, alfândega e visibilidade sob um mesmo teto. Maersk
Para a Control Terrestre, isto supõe oportunidades concretas:
Investir em dashboards que permitam visibilidade de cada carga, desde a origem até o destino.
Dar serviços complementares (por exemplo, alfândega acompanhada, rastreamento no tráfego mexicano).
Apresentar a clientes automotivos ou de manufatura que sua empresa não só move carga, mas que antecipa variações, oferece dados e responde rápido.
3. Resiliência e diversificação: chave para enfrentar 2025 e além
A terceira grande alavanca do relatório é a resiliência: não basta ser eficiente hoje, é preciso estar preparado para o inesperado. Maersk
Os pontos destacados são:
Diversificar rotas, modos de transporte e fornecedores. Isto reduz a dependência de um só e aumenta a flexibilidade.
Construir redes mais locais ou regionais que possam suportar disrupções globais.
Usar ferramentas preditivas para modelar cenários de risco (por exemplo, fechamentos portuários, secas, atrasos alfandegários).
No México, um país com fronteiras longas, múltiplos portos e tráfego internacional, isto se torna ainda mais relevante. A Control Terrestre pode se posicionar como especialista em rotas alternas, transporte multimodal (rodoviário + ferroviário) e oferecer planos de contingência para seus clientes.
4. Informação operacional: atualizações em portos e serviços marítimos
O boletim da Maersk também inclui atualizações concretas para rotas, serviços e portos na América Latina. Maersk
Por exemplo:
Na região de EsCosta Sudamericana (ECSA) os terminais enfrentam congestionamento persistente. Terminais em Santos (Brasil) reportam elevadas ocupações de pátio (~80 %) e atrasos vinculados a clima. Maersk
Serviços marítimos ajustados: O serviço “Brazex” será encerrado ao norte via Paranaguá a partir de 1 de novembro de 2025. Em seu lugar, a Maersk continuará atendendo o Caribe, Golfo de E.E.U.U. e México mediante os serviços UCLA e Gulfex. Maersk
Nova rotação para “ECSA Shuttle” semanal-bisemanal, com rota Paranaguá → Santos → Manzanillo (Panamá) → conexões ao Caribe e E.E.U.U. Isto abre mais flexibilidade para importações mexicanas de Brasil ou América do Sul. Maersk
Para a Control Terrestre, este tipo de informação permite:
Ajustar tempos de entrega estimados para clientes que importam de Brasil ou exportam para o Caribe.
Avaliar opções de serviço marítimo modificadas e planejar antecipadamente.
Informar os clientes sobre possíveis atrasos e propor rotas alternativas.
5. Implicações para o México e passos concretos para empresas logísticas
O que significa tudo isto para o México e para uma empresa de logística como a Control Terrestre? Aqui alguns pontos chave:
Oportunidade para se especializar: A transformação da logística latino-americana eleva a demanda de fornecedores que ofereçam visibilidade, flexibilidade e tecnologia. Posicionar sua empresa como tal pode abrir novos contratos com importadores, exportadores e manufaturas.
Incremento de valor agregado: Não só transporte. Serviços como rastreamento de cargas, alertas de risco, rotas otimizadas, multimodalidade e alfândega acompanhada são cada vez mais demandados.
Capacitação tecnológica: Embora a infraestrutura física importe, a “infraestrutura digital” será um diferenciador. Investir em analítica, IoT, dashboards e formação do pessoal terá um retorno crescente.
Colaboração regional: Como o relatório o assinala, associar-se com integradores logísticos ou operar como integrador pode ser uma estratégia vencedora. Isto cria sinergias e melhora o alcance do serviço.
Comunicação ao cliente: Como a Control Terrestre, pode aproveitar este tipo de relatórios para gerar conteúdo (blogs, relatórios, boletins) que demonstrem seu conhecimento do mercado, o qual reforça confiança e profissionalismo.
Gestão do risco: Ter planos de contingência para portos congestionados, mudanças regulatórias ou eventos climáticos. O relatório certifica que esses riscos são reais e requerem estratégia.
“Do relatório à ação: como transformar o conhecimento em competitividade”
O relatório “Maersk Latin America Market Update – Novembro de 2025” não é só uma análise a mais — é um chamado à ação para a logística latino-americana. Chegou o momento de passar da reação à proatividade, da fragmentação à integração, da inércia à antecipação.
Para uma empresa mexicana de logística, a chave será:
Adotar a tecnologia como base operativa.
Especializar-se em segmentos onde podem aportar diferenciação (por exemplo, automotivo, manufatura, e-commerce).
Fortalecer a visibilidade da cadeia (cada cliente quer saber onde está sua carga).
Diversificar rotas e modos, reduzindo gargalo em portos latino-americanos.
Comunicar de maneira proativa ao cliente os riscos, ações e soluções que se implementam.
Em resumo: Em uma região onde a logística tem sido marcada por desafios, 2025 representa a transição para uma fase mais madura, digitalizada e resiliente. O México pode e deve jogar um papel protagonista. E para a Control Terrestre, é a oportunidade de se consolidar como um fornecedor logístico estratégico, preparado para as exigências de uma alta temporada mais competitiva e exigente.
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